sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Reflexões: Tecnologias móveis em contexto educativos

Apresento, neste texto, uma síntese da sala aula virtual 1 intitulada de  Mobile Learning, este ambiente de construção coletiva do conhecimento tem como temática a seguinte inquietação: "as ferramentas da web, a aprendizagem online e as potencialidades dos dispositivos móveis trouxeram novos e estimulantes desafios para os sistemas educativos e para os seus profissionais." Deste modo, os componentes do curso de Especialização em Tecnologias e Educação Aberta e Digital, na modalidade a distância, realizado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Universidade Aberta de Portugal, apresentam suas argumentações que são apresentadas nas próximas linhas de forma resumida e entrelaçadas.

As principais leituras sugeridas para a discussão foram os artigos intitulados “Reconfigurando ambientes virtuais de aprendizagem com whatsapp” e “Tecnologias móveis e a recriação digital na construção do conhecimento histórico”, pois ambos tratam do uso de tecnologias móveis com intuito de acompanhar os desafios educacionais da sociedade contemporânea. É importante salientar que as tecnologias têm vindo a granjear progressivo interesse pela comunidade científica, e a aprendizagem na web já que ocorre de modo informal, com alguns professores que utilizam essa ferramenta em suas salas de aula e no dia a dia do processo ensino aprendizagem. Nesta visão, entendemos que é necessário reconfigurar os ambientes virtuais de aprendizagem para responder às necessidades das “mentes móveis” dos estudantes que vivenciam a sociedade digital e em rede. 

Assim, nota-se que no primeiro artigo os autores destacam que o uso do WhatsApp é coerente com os princípios do construtivismo, da autonomia, da flexibilidade, da inclusão e da interação, podendo ter efeitos positivos no autoconceito acadêmico dos estudantes. O construtivismo, cujos principais representantes são Piaget e Vygotsky, é a corrente pedagógica que aponta que o saber é construído pelo próprio aluno quando ele resolve problemas e cria hipóteses. Já no segundo artigo citado acima, os autores, concluem que  o uso de tablets e as aplicações como o Book Creator foi bastante relevante para ampliar o conhecimento histórico dos estudantes.

É fato que tais tecnologias fazem parte do cotidiano dos estudantes, logo, faz-se necessário que os docentes criem estratégias de uso dessas novas ferramentas dentro de suas aulas. Sendo ferramentas de uso contínuo por parte dos estudantes em sua vida extra-escolar, encontrar a mesma ferramenta na escola é se deparar com algo conhecido, portanto, que não causa nem receio e nem aversão, isso colabora para que o conteúdo a ser abordado seja facilmente assimilado e garanta uma maior interação dos estudantes entre seus pares, dos mesmos para com os recursos tecnológicos utilizados e para com os docentes. É a escola trazendo em suas aulas a realidade do estudante como fator a ser discutido, trabalhado e aprimorado.

Tendo em vista que a nova forma de “funcionar” de nossos alunos, e sabendo que a tecnologia cada vez mais efetiva e as diversas formas de utilização dessa tecnologia em prol da educação, torna-se necessária uma nova abordagem no tocante ao ensino e aprendizagem por parte dos docentes. Haja vista que esse tipo de aparato possibilita um novo olhar na construção do conhecimento e possibilita um aprendizado com viés ativo. Nesta perspectiva, os autores de ambos textos buscão apresentarem um novo viés para o uso das tecnologias no ambiente pedagógico.

Há ainda por parte de algumas escolas muitas reclamações de que alunos não prestam atenção nos assuntos da aula para ficar "mexendo" nas redes sociais, sendo assim, o texto nos traz uma nova perspectiva e quem sabe uma "solução" para este problema. Os alunos ao invés de estarem nas redes sociais dispersos, estariam se comunicando entre a turma, pesquisando, apresentando trabalhos (por vídeo, por texto, por slides), enfim eles teriam uma gama de ferramentas para utilizar pedagogicamente, ajudando inclusive na distração pelos equipamentos eletrônicos. Isso não quer dizer que eles nunca se distraiam, pois independente da ferramenta sempre há a possibilidade de distração, mas seria um atrativo para os alunos e uma ferramenta pedagógica para o professor.

É necessário então uma mudança urgente na formação deste professor, para que este possa vir a ter, uma visão pedagógica atual, deixando para trás o modelo arcaico onde o professor é o centro das atenções. Essas ferramentas possibilitam que o conhecimento a ser passado seja expandido, ampliado diante da gama de informações disponíveis nestes recursos. Entretanto, é importante salienta que coexiste uma ubiquidade que impõe aos professores uma virada nos modos de conduzir os processos de ensino e de aprendizagem para que suas aulas seja estimulantes da construção do conhecimento e isso requer a implementação de metodologias ativas com o uso das novas tecnologias que possam ser acessadas pelos alunos de diversas formas e por diversos meios. Cabe ressaltar que é papel do professor planejar e decidir como será empregado o uso de novas ferramenta, considerando não apenas o seu público alvo, mas também os objetivos educacionais.



Sendo assim , o professor como imigrante digital tem que tentar se posicionar como conhecedor dos seus alunos, traçando um objetivo claro para o ambiente a ser utilizado, ou seja, é necessário uma proposta pedagógica clara para que essas interfaces sejam utilizadas para o aprendizado. Provavelmente é uma situação complexa, pois a maior dificuldade está em reconfigurar estes espaços virtuais, para espaços de aprendizagem, que sejam colaborativos e que atendam as demandas de interesse dos nativos digitais, afinal   estes são conectados com as novas tecnologias e tem acesso a rápido a elas. Portanto, é preciso uma motivação para alguns professores abandonarem suas zonas de conforto que os façam buscarem uma aquisição de conhecimentos tecnológicos que favorecerá ao ensino e aprendizagem em uma sala de aula. 

sábado, 10 de novembro de 2018

Reflexões sobre a Educação Aberta em Rede

Apresento, neste texto, uma síntese da sala aula virtual 1 intitulada de Educação Aberta em Rede, este ambiente de construção coletiva do conhecimento faz parte da componente curricular Educação Aberta e Tecnologias Móveis do curso de Especialização em Tecnologias e Educação Aberta e Digital, na modalidade a distância, realizado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Universidade Aberta de Portugal.



Os sujeitos envolvidos nesta construção coletiva do conhecimento apresentam suas ideias sobre a temática "a educação aberta colaborativa em rede tem sido considerada uma filosofia educacional importante para enriquecer a aprendizagem ao longo da vida e tem proporcionado a oportunidade de aceder e construir conhecimento através da web", sendo assim, descrevo esta síntese de forma a fazer uma colagem das descrições, sem identificar nenhum autor.



Parto da ideia em que os autores destacam que a educação aberta e colaborativa em rede vem se apresentando como uma filosofia educacional de suma importância para o favorecimento da aprendizagem, além disso, este modelo vem proporcionado a oportunidade de construir conhecimento a todo momento, principalmente, por meio das redes sociais. Nota-se que esse meio tecnológico é uma excelente ferramentas colaborativas, pois potencializa a construção e reconstrução coletiva do conhecimento, ou seja, possibilita de forma natural (informal) a partilha dos saberes. Isto mostra que as inovações tecnológicas conduziram ao surgimentos de novas mediações, a partir dos quais a interação social ocorre de diversas maneiras, tendo em vista as narrativas coletivas que influenciam a educação, especificamente, a aprendizagem.



Nesta visão, a rede digital permite a partilha de ideias, contribuindo para reflexões entre os participantes e assumindo uma relevância cada vez abrangente tanto em contextos formais quanto informais de aprendizagens, potencializados por meio da tecnologia. Isso tem conectado os sujeitos, que criam redes dinâmicas e ecológicas, visando responder suas dificuldades e seus ecossistemas digitais. Ou seja, diante da rapidez de informações e a oportunidade de aprender através da web, uma nova alfabetização se faz presente nesse contexto, pois requer entendimento dos sistemas e plataformas. Não se trata apenas do conteúdo que se aprende, mas como aprendemos nesse contexto. No mundo atual em que a tecnologia utiliza recursos gráficos ricos, a criatividade e a ludicidade tomam papel importante. 



Vale salientar que para os autores a questão da "ludicidade" no contexto da nova forma de ensinar e aprender em comunidades digitais de aprendizagem em rede é uma componente informal quando as comunidades estão integradas ao processo educativo mediante a um enquadramento pedagógico, no sentido da valorização da educação formal e não como substituição desta. Além disso, o desenvolvimento das redes digitais demonstra o rápido crescimento de recursos educacionais na Web 2.0, proporcionando a utilização livremente de variadas temáticas e tecnologia, o que favorece para a construção coletiva, formas de aprender, a construção do conhecimento e a autonomia dos indivíduos.




Os autores destacam que atualmente temos diversas ofertas de plataformas para incrementar o processo de ensino e aprendizagem, porém existem dois víeis, de um lado sobra-se tecnologia, mas faltam professores capacitados (pelos mais diversos motivos) para trabalhar com essas plataformas. Por outro lado, existem professores capacitados e dinâmicos que trabalham com diversas plataformas diferentes mas encontram diversos entraves, sejam de cunho socioeconômico, seja da dinâmica burocráticas das escolas (algumas insistem em acreditar que a prática "cuspe e giz" é a mais apropriada para o processo de ensino e aprendizagem).






Por fim, os autores conclui-se que os professores que buscam ampliar suas visões sobre a filosofia educacional tecnológica, aberta e colaborativa poderão promover aulas no ambiente virtual ou  formal com base na mediação que gera o diálogo e nesse processo em rede os sujeitos vão se (re)constituindo, como também, ressignificando suas aprendizagens, tornando-os empoderados para tomadas de decisões. Assim, os autores entendem que as redes sociais é um cenário que serve de inclusão para os educadores estarem imersos numa sociedade informacional. 






Autores: Sala Virtual 1